Cirurgia de Ouvido

A orelha humana (ouvido) é uma estrutura muito complexa que se divide em três partes, a saber, orelha externa, orelha média e orelha interna. É importante lembrar que a cirurgia neste órgão está lidando com um de nossos sentidos, a audição. Também nesse órgão está o labirinto, um dos responsáveis pelo equilíbrio e também onde passa o nervo facial, que é o nervo da mímica. A cirurgia neste órgão pode abranger as suas cavidades (orelha média e/ou mastoide), o tímpano, membrana vibratória que separa a orelha média da externa e que “capta” o som do ambiente, ou ainda uma das outras estruturas que compõe esse verdadeiro labirinto dentro do osso temporal. As cirurgias na orelha podem ter por objetivo o controle de infecções, retirada de tumores, melhora auditiva, estética, como no caso dos pavilhões auriculares (orelha de abano), entre outras indicações. Podem ser no tímpano ou outras estruturas ou mesmo em vários compartimentos da orelha.

Quais são as causas mais comuns de indicação dessas cirurgias

  • Perda auditiva – por exemplo, otite serosa, otosclerose
  • Infecções agudas e crônicas – como otomastoidite e colesteatoma de orelha
  • Colocação de próteses – implante coclear, reconstrução de cadeia ossicular
  • Retirada de tumores benignos ou malignos

As indicações mais comuns da cirurgia de ouvido são, na infância, colocação de tubos de ventilação (carretéis) para “drenar” as secreções da orelha média e que prejudicam a audição e, nos adultos, para reconstituição da membrana do tímpano (timpanoplastia), para controle de infecções crônicas (mastoidectomia, p.ex.) e para melhora auditiva (estapedotomia na otosclerose, p.ex.).

Vale salientar que nem todas as perdas auditivas são tratáveis com cirurgia e que algumas pessoas, infelizmente, não se beneficiam com esse tratamento.

Orientações Pré-operatórias

  1. Realize todos os exames solicitados pelo médico e mostre-os a ele;
  2. Comunique qualquer doença ou alteração nos dias que precedem a cirurgia;
  3. Avise o cirurgião sobre os remédios que está usando ou usou recentemente;
  4. Alerte o médico e o anestesista sobre suas alergias;
  5. Compareça a consulta pré-anestésica com o médico anestesista no hospital escolhido para cirurgia;
  6. Certifique-se com o hospital do agendamento da cirurgia e sobre possíveis pendências para internação;
  7. Compareça, na semana da cirurgia, a consulta com o cirurgião para avaliação da condição clínica geral e aptidão para submeter-se ao ato.

É muito importante realizar uma avaliação com o médico otorrinolaringologista se houver perda auditiva ou diminuição da audição, secreção nas orelhas, dor, alterações da forma, zumbido ou outros sintomas. O otorrinolaringologista é o profissional adequado para diferenciar os quadros cirúrgicos daqueles que devem ser tratados apenas com medicamentos.

Lembre-se de perguntar ao médico que o está avaliando quais são as possíveis complicações da cirurgia a que será submetido, caso tenha recebido essa indicação de tratamento e também quais as possíveis complicações de não ser submetido a mesma caso tenha uma doença que necessita de cirurgia para o seu tratamento.