Por mais que você durma, tem acordado cansado ou indisposto? A impressão que tem é que não consegue dormir um sono profundo, pois acorda várias vezes à noite? Isso se deve a apneia do sono ou os roncos.

Quem dorme com você tem reclamado ou mesmo te acordado à noite, pois você está roncando e incomodando bastante?

Essa é uma das situações mais comuns enfrentadas por algumas pessoas, porém, o que parece apenas uma besteira, a longo prazo pode trazer consequências muito pesadas.

Roncos e a apneia do sono podem não ser fisiológicos, podem ser sinais de doenças respiratórias ou mesmo sistêmicas.

É preciso ter atenção para compreender os detalhes e como você pode buscar ajuda.

Para te ajudar a entender um pouco mais sobre esse assunto, preparamos um guia completo.

Venha entender!

O que são os roncos e a apneia do sono?

Também chamada de SAOS, a síndrome da apneia obstrutiva do sono é uma doença crônica que faz com que seu portador tenha pequenas pausas na respiração durante o sono.

Existem pausas fisiológicas, ou seja, naturais do organismo, que duram até 10 segundos. Já pausas na respiração superior a esse tempo provocam redução da oxigenação do corpo e micro-despertares automáticos, espécie de um alarme do organismo para que o paciente volte a respirar normalmente. O paciente não tem consciência destes micro-despertares e o resultado vai ser uma noite de sono mal-dormida, em que ele já acorda cansado, e um sono não reparador que se repete dia após dia.

O ronco é o barulho do ar passando por uma via aérea estreitada, ele pode acontecer isoladamente ou preceder a pausa respiratória patológica. É muito importante que se estude o motivo de seu surgimento para que a qualidade de vida não seja afetada.

 

Pesquisas já apontam uma porcentagem preocupante: 30% da população sofre com algum grau de apneia ou episódios de ronco. Porém, mais de 85% nunca pensou em procurar avaliação médica para compreender o motivo e, com isso, convive sem qualquer tipo de tratamento.

Problemas que ronco e apneia geram à saúde

Por ser tratado como problemas simples, o paciente que é portador dessa síndrome não consegue entender que a longo prazo as consequências para o organismo são muito mais graves do que ele pode imaginar.

Não é apenas o incômodo e a perturbação que ele gera em seu companheiro que divide o ambiente noturno com ele, mas as pausas constantes da respiração diminuem a oxigenação do sangue, fazendo com que o dia a dia deixe de ser produtivo.

Por exemplo, se você não dorme bem à noite, seu organismo ficará com maiores níveis de sonolência, irritabilidade, lapsos de memória e sofrerá com um sistema motor muito mais lento.

À medida que o problema for se intensificando, a probabilidade que as consequências se agravem tornam-se muito maiores, podendo ocasionar um acidente de trânsito, um erro grave no trabalho ou qualquer ação relacionada.

Focando apenas no funcionamento do organismo, a falta da respiração compassada fará com que o organismo deixe de receber os níveis de oxigênio adequado e com isso, a possibilidade de um problema cardíaco aumenta muito, bem como o desenvolvimento de algumas comorbidades como hipertensão (pressão alta),  arritmias, diabetes, hipercolesterolemia.

Além disso, é possível que ocorram episódios de depressão, ganho de peso, impotência sexual e dores de cabeça constantes.

Como o diagnóstico é feito?

Por se tratar de uma doença crônica, dificilmente, apenas uma visita ao consultório fará com que o diagnóstico aconteça. Na verdade, o paciente mesmo não consegue ter a ciência de que tem esse problema, afinal está dormindo. Quem pode relatar é seu parceiro ou algum membro da família que está sendo incomodado durante a noite.

Ciente do possível problema, a recomendação será um exame chamado polissonografia. Ele é realizado com a monitorização de toda a noite de sono do paciente, em que é verificada a presença de roncos, apneia e queda da oxigenação do sangue, entre outros parâmetros.

Com esse exame, será possível avaliar a condição e a qualidade do sono. O laudo é fornecido por um médico especialista em sono e a reavaliação idealmente também deve ser feita por esse profissional, que é capaz de aliar as informações obtidas na avaliação clínica, exame físico, polissonografia e dados como a escala de Epworth. Assim, o médico terá o completo diagnóstico da qualidade de sono deste paciente e estará apto a indicar o melhor tratamento para sua condição.

E como é o tratamento?

Basicamente, o tratamento contra ronco e apneia consiste em tentar sempre manter as vias aéreas livres para permitir a correta respiração quando o paciente estiver dormindo.

O tratamento varia, dependendo da gravidade do quadro e do sítio de obstrução da via aérea.

Em alguns casos, existe a opção de aparelhos intra-orais desenvolvidos por dentistas especializados que impedem a queda da língua sobre a garganta durante o sono, se esta for a principal causa dos roncos e apneia.

Já em outros casos a indicação será de uma máscara CPAP que ficará sempre conectada a um compressor de ar fazendo com que a pressão de entrada e saída seja a necessária para que a respiração não seja interrompida. Segundo especialistas, a chance do tratamento ser eficiente chega a 95%, pois é possível ajustar a máscara à necessidade de compressão de cada paciente. É realizada uma nova polissonografia, desta vez com o objetivo de verificar a melhor pressão do CPAP em que há resolução dos roncos e não ocorre mais apneia.

Agora, se alguma obstrução for identificada, talvez haja a necessidade de um tratamento cirúrgico para a desobstrução da via aérea. As principais cirurgias possíveis são septoplastia (correção do desvio do septo nasal), amigdalectomia (retirada das amígdalas) e uvulopalatofaringoplastia (correção do estreitamento faríngeo), avanço maxilo-mandibular ( cirurgia ortognática) que podem ser realizadas isoladamente ou em conjunto. As cirurgias podem ser realizadas também de forma ajunta ao uso do CPAP, em que uma melhora da passagem do ar vai favorecer a menor pressão necessária no aparelho.  

O tratamento correto desta condição pode aliviar e muito os sintomas, além de diminuir as chances de problemas cardíacos e outras comorbidades associadas, pois o organismo recebe o oxigênio necessário. O sono passa também a ser reparador, ou seja, o paciente dorme e realmente acorda no dia seguinte descansado e mais bem-disposto.

Se você está percebendo que tem tido dificuldades para dormir uma noite profunda de sono, seu parceiro tem reclamado do barulho ou então, você tem se sentido cansado durante o dia, procure um médico para te ajudar.

O diagnóstico é simples e a polissonografia pode ser realizada na clínica ou na sua casa. Existem diversos tratamentos disponíveis e com certeza iremos encontrar o mais indicado para o seu caso!

 

Por quê você não marca um consulta conosco para que possamos te ajudar melhor?